A Lei Geral da Copa é o projeto que oficializa o conjunto de exigências da Fifa ao Comitê Organizador Local (COL), regulamentando a realização do evento no país. Apesar do evidente atraso nas obras dos estádios e da ainda mais preocupante lentidão nos projetos de infra-estrutura, é a Lei Geral da Copa que pode levar a troca do país-sede. As exigências feitas pela Fifa ao país-sede de um Mundial são exageradas, interferindo na legislação local e em direitos constitucionais. Tais medidas inevitavelmente causam polêmica, motivando setores do governo brasileiro a condicionar sua realização a uma revisão geral dos termos do acordo, em nome da soberania do país e dos direitos de seus cidadãos.
Enquanto isso, a FIFA junto com o presidente do COL Ricardo Teixeira, escolhe as sedes e tabela de Copa das Confederações e Copa do Mundo. Estrategicamente São Paulo e Minas Gerais são privilegiados com a abertura e jogos da Seleção Brasileira. Não por acaso, tais estados são governados pela oposição e políticos parceiros da CBF. Em pleno ano de eleições para presidente e governador, a seleção estará na casa de “aliados”.
O que se vê é que o país-sede de uma Copa do Mundo pode apenas sugerir, nunca impor ou até mesmo negociar. Organizar esses mega-eventos esportivos, ao contrário do que tentam nos empurrar, não é uma oportunidade única para o país crescer no cenário internacional e de se modernizar. Os interesses nacionais estão cada vez mais negligenciados. A debilidade de uma dita soberania nacional fica evidente quando bate de frente com o capital. A Copa do Mundo é do capital e não do povo. A Copa do Mundo é da Fifa e não de seus anfitriões. A Copa do Mundo está sendo cada vez menos do futebol.
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