Terminados os Jogos Pan-Americanos em Guadalajara, o Brasil comemora grandes resultados em diversas modalidades e recolhe fracassos em outros, como o futebol. Tanto a equipe masculina quanto a equipe feminina não levaram seus principais jogadores e com isso obtiveram resultados aquém do sempre esperado pelo futebol brasileiro. Ainda assim, esses resultados não são quase questionados, apontando a desvalorização do certame.
Aclamado como as Olimpíadas das Américas, os Jogos Pan-Americanos não tem a valorização que a alcunha supõe. É quase uma segunda divisão regional. O evento é desvalorizado pelos principais nomes do esporte e ganha em importância apenas para atletas de pouca visibilidade – seja do seu país, do seu esporte ou do próprio atleta – em busca de maior reconhecimento e destaque. Não fosse por isso, talvez alguns jogadores da seleção brasileira presente nesse Pan, nunca tivessem a oportunidade de vestir a amarelinha, dado o seu baixo nível. A CBF ajudou a esvaziar o torneio enviando uma seleção sub-20 sem contar com a maioria dos campeões mundiais da categoria alguns meses antes e destaques como Neymar e Lucas. A eliminação na primeira fase sem nenhuma vitória e futebol nada convincente, gerou críticas que poucos dias depois logo foram esquecidas.
A principio criado como evento de integração entre os povos da América, os Jogos recebem a mesma importância que os assuntos latino-americanos tem, ou seja, quase nenhuma. Por aqui, os Jogos Pan-Americanos refletem o pensamento de colonizados que os países da América Latina sempre tiveram, mesmo após as conquistas de independência. A idéia de pan-americanismo e de uma América soberana não conseguiu vingar nem ao menos nos esportes.
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