Sediar eventos como a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos aumentam a estima do povo brasileiro e o faz acreditar que o país realmente está melhorando, ainda que sua vida continua a mesma com o país sendo a 7ª ou 20ª economia do mundo. O orgulho do povo brasileiro se estendeu além dos dias de uma Copa e se alonga por esses 4 anos que a antecedem, mesmo que essa Copa não seja sua, com o seu suado salário – que não paga suas contas ao final do mês e não pagará também por ingressos – pagando altos impostos para promover um evento que ele assistirá pela tv, como também assistiu na África, no Japão... Aliás, evento esse que o governo prometeu não investir NOSSO dinheiro, deixando a cargo da iniciativa privada.
Tão metendo a mão na nossa Copa
Casos de corrupção, mau uso do dinheiro público, falta de transparência, abuso de poder, desapropriações ilegais, falta de um legado para a população, obras de necessidades duvidosas... é o que tem pra hoje pronto e, infelizmente, sabemos que é só o começo. Mas a preocupação do brasileiro é #ForaMano ou a frase verdadeira, mas que em nada colabora "o Brasil não está preparado pra Copa".
Enquanto no Rio de Janeiro uma manifestação contra CBF e o seu dono Ricardo Teixeira reúne 50 pessoas e conta com ajuda até de senhoras que protestam contra privatização do Parque do Flamengo(!!!), na Argentina – país que o futebol recebe investimento federal – milhares de pessoas em diferentes pontos do país protestam contra uma virada de mesa e o presidente de sua Federação, Julio Grondona. Numa Europa em crise econômica e crescente desemprego, jogadores ameaçam entrar em greve em suas principais ligas, como na Itália e na Espanha. A Inglaterra, país-sede das próximas Olimpíadas, passa por um surto de violência que assusta todo o mundo, obriga o adiamento de jogos de futebol e põe em dúvida a questão da segurança para a realização do evento.
O complexo de vira-latas se foi superado em campo, falta muito pro mesmo acontecer fora deles. Sonhamos com o paraíso de países desenvolvidos, mas não lutamos por ele. Países mais desenvolvidos têm pesadelos com o inferno dos subdesenvolvidos e lutam como podem pra não ser tornar um deles. Se nem o maior orgulho do brasileiro é capaz de comovê-lo a mudança, o que será?
Parabéns pelo ótimo texto Frazão.
ResponderExcluirSem sombra de dúvida a colonialidade do pensamento ainda nos assombra de tal maneira que ainda não conseguimos pensar em possibilidades para além do des-envolvimento.
Creio que antes nós devemos abandonar os pressupostos qualitativos impostos e rapidamente absorvidos pela população,combater a putaria dos nossos dirigentes, para depois procurarmos outros projetos societários, projetos estes que não sejam afinados com a modernidade perversa que se encontra em pauta na ordem do dia.
Descolonizar a sociedade e o futebol é preciso!
abç